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terça-feira, 30 de junho de 2015 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino, Wimbledon | 17:39

Nossos duplistas em Wimbledon

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Nao deixa de ser curioso que o Brasil chegou a Wimbledon praticamente sem chances nos eventos de simples, a ponto de todos nossos três tenistas serem eliminados na 1a rodada, e ter outros três jogadores com chances de se darem muito bem, com chances de chegarem a uma final e quiçá um título.

Bruno Soares e Marcelo Melo já nao soam como surpresas para o fa brasileiro. Pelo contrário. Em especial Marcelo, #3 do mundo nas duplas, que vem de merecido título em Roland Garros, coroando uma carreira dedicada às duplas. O Girafa é um tenista que, aos 31 anos, vem agregando, nos últimos anos, qualidade técnica ao seu jogo até chegar a ser um dos melhores do mundo, o que nao é pouca coisa.

Bruno, 33 anos e #14 do mundo, teve, curiosamente, seu melhor ano na mesma idade que Marcelo tem agora, quando chegou também a #3 do mundo,  provando ambos que a idade e a experiencia fazem uma diferença, especialmente nas duplas. Soares nao teve um 2015 tao feliz como os anos anteriores, mas está aí, com o mesmo parceiro austríaco, dando trabalho a todos e sabendo que, a qualquer hora, pode beliscar novo título.

O terceiro que entra em consideração é o também mineiro Andre Sá, #44 do mundo, um dos veteranos do circuito aos 38 anos, e que se mantêm em excelente forma física, sendo mais rápido e ágil do que muito jovem profissional. Muitos!

Andre, dos três foi o único que teve uma carreira nas simples, a ponto de ter chegado às quartas de final em Wimbledon, o que lhe garante uma “membership” no “Club Last Eight”, que todos os quadrifinalistas de simples tem direito para o resto da vida, e com isso dois ingressos para o evento, além de acesso a um lounge exclusivo para almoço, repouso e conversas.

Andre escolheu, para seu mais recente parceiro, outro quase veterano, o australiano sacador, e que sacador, Chris Guccione, que se nao incomoda nas simples, incomoda bastante nas duplas com seu saque de canhoto e voleios. Os dois venceram dois torneios seguidos na grama, antes de chegarem a Wimbledon. Nao eram grandes eventos, mas as conquistas consecutivas, com a participaçao da maioria dos duplistas, é um feito que agrega muita confiança. Como eles irao usar essa confiança no grande palco é algo que merece nossa atenção.

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segunda-feira, 29 de junho de 2015 Curtinhas, Porque o Tênis., Tênis Feminino, Tênis Masculino, Wimbledon | 14:39

Os sem ingressos

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Começa Wimbledon e com ele a famosa fila para os “sem ingresso”. Os organizadores nao fazem nenhuma questao em serem democráticos na oferta dos ingressos. Disponibilizam a maior parte para poucos, segundos critérios nunca divulgados. Os que nao conseguem comprar tem q se sujeitar a ficar em filas intermináveis dia e noite. Durante o dia o pessoal fica em terreno disponibilizado pela prefeitura, onde levantam acampamento, socializam, colocam a leitura em dia, brincam, lêem, cantam, comem e esperam.

Durante a noite a festa rola solta no acampamento dos “sem ingressos”. Tocam musica, dançam, bebem e outras cositas más que a noite propicia. Alguns continuam em colocar a leitura em dia e acordam cedo para curtir o sol, pleno nesta época, mas raro no geral, e esperar que suas senhas sejam chamadas e curtir o seu dia em Wimbledon – que com a espera é sempre mais de um.

Para fotos, curiosidades e detalhes entrem na “Tenisnet-Blog do Paulo Cleto” no Facebook.

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sexta-feira, 26 de junho de 2015 Novak Djokovic, Rafael Nadal, Roger Federer, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino, Wimbledon | 15:45

Oportunidades

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Pelo menos para nós, o jogo mais interessante da primeira rodada de Wimbledon será entre Thomaz Bellucci e Rafael Nadal. Falando em uma oportunidade de ouro…

A primeira rodada de Wimbledon é sempre um incentivo às zebras. Mas tem que se aproveita-la. Nadal ganhou um torneio preparatório, perdeu na 1a rodada de outro e passou esta semana jogando partidas-exibiçoes. Ou seja, foi para o pau porque sabe que a coisa está feia para ele. Bellucci nao jogou nas duas primeiras semanas e perdeu para um (ótimo) juvenil nesta. Apesar da oportunidade da zebra, o espanhol parece mais preparado para a primeira rodada do que o brasileiro. Bellucci tem um tremendo serviço, a grama deve estar rápida no início e o espanhol sentindo um urubuzinho no ombro. Vamos ver quem lida melhor com as circunstâncias – mas é uma oportunidade.

Na mesma linha de oportunidades de 1a rodada, o atual campeão, Novak Djokovic, terá pela frente o Philip Kholschreiber, que nao é nenhuma flor que se cheire e tem uma esquerda venenosa na grama e para o estilo do Djoko. O alemão gosta de engrossar jogos e atrapalhar adversários-cachorroes. Infelizmente nao tem o mesmo gosto por vencer essas partidas na hora da onça beber água. Mas será uma partida para lá de interessante e que, aposto, o Djoko nao gostou.

Lleyton Hewitt joga seu ultimo Wimbledon, torneio que, por mais incrível que pareça, um dia venceu. Pode passar pelo Niemenem, mas aí pega o vencedor do jogo acima.

O Joao Feijao pega o Giraldo. O colombiano tem um jogo plano, bom para a grama, mas ruim para quem está sem confiança. Mas está em péssima fase. Uma oportunidade para o brasileiro, que também está em fase de chorar. Alguém vai ficar muito feliz.

O Klizan e o Verdasco, jogo equlibrado, devem jogar cinco sets para ver qual canhoto passa à 2a rodada de Wimbledon.

O Kirgyos e Schwartzmann se enfrentam. Pode existir dois adversários mais opostos? Um saca demais. O outro de menos. Um grandao e o outro minúsculo. Mas eu sou fa do argentino. Esse cara faz das tripas coraçao e tiro meu chapéu para ele a qualquer hora. Será um jogo curioso.

Berdich e Chardy será outro jogo que pode acontecer coisas. O checo deve ganhar, mas a francês, seu saque e o tanto que abre o braço para bater sao um tanto fantasmas.

Gulbis e Rosol se enfrentam. Está aí um confronto que pode acontecer qualquer coisa. Pode sair até pernadas. Será que vao mostrar?

Muitos jogos equilibrados e muita diversão garantida na 1a rodada. Mas o pessoal só fala que Djoko, Wawrinka, Cilic, Nishikori, Kirgyos e Raonic estao no mesmo lado da chave. E do outro tem Federer, Murray, Tsonga, Berdich e Ferrer. Fica claro que a de cima ficou mais competitiva, por conta do estilo dos jogadores – mais gramistas para incomodar os favoritos. Mas jogo é na quadra.

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quinta-feira, 25 de junho de 2015 História, Novak Djokovic, Rafael Nadal, Wimbledon | 16:30

Uma terceira semana

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Wimbledon começa na próxima segunda-feira. Li algumas coisas sobre o evento na nossa internet. A maioria fala sobre a divulgação dos cabeças de chave, os eventos jogados sobre a grama e a preparação dos tenistas para o evento mais carismático do calendário. O curioso é que nada li – o que nao quer dizer que nao exista algo por aí – sobre o maior diferencial de Wimbledon 2015.

Durante mais de 80 anos franceses e ingleses, que nunca se entenderam em muitas coisas, a nao ser nas próprias diferenças, enficaram os pés sobre as duas semanas que separavam seus dois maiores torneios de tênis; Roland Garros e Wimbledon. As duas semanas sempre foram consideradas nao suficientes para realizar uma transição eficaz e necessária entre as quadras de saibro e as de grama. Até o ano passado, os tenistas faziam da tripa coração para se ajustarem à velocidade, ao quique diferente, as diferenças técnicas e táticas exigidas na transição. E chiavam. O que nunca adiantou.

Nem franceses queriam adiantar, nem ingleses queriam atrasar em uma semana. Ambos apresentavam inúmeros argumentos próprios de quem nao quer saber de mudar. No fundo, faria mais sentidos os ingleses mudarem do que os franceses, já que as semanas existentes da temporada européia sobre o saibro eram exíguas, enquanto após Wimbledon existia uma margem maior de acomodação. Mas durante décadas os ingleses fizeram ouvidos de mercador aos pleitos dos tenistas, o que era mais uma extensão do descaso com que o evento tratava suas principais e únicas estrelas – os tenistas.

Em 2012, o novo chefe do torneio, Philip Brook, mostrou ser tao capaz de formar raciocínios para firmar uma posição quanto seus precursores, só que com a posição contrária a eles. Por A+B colocou seus argumentos, parte deles sobre contratos televisivos e acomodações ao calendário de outros eventos na Inglaterra, como F1, mas reconhecendo que a mudança trará, enfim, benefícios em diversas áreas do esporte/tenis, em especial aos tenistas. Os ingleses finalmente cediam.

Por conta disso, a preparação dos jogadores para Wimbledon, que sempre foi uma questão mal resolvida, mudou bastante este ano. Uma semana a mais sao 50% a mais! Provavelmente o que alguns tenistas estão fazendo este ano, nao será necessariamente o que farão o ano que vem. Vai depender do quanto eles, e seus colegas/adversários se dao bem, ou mal. Após Wimbledon 2015 cada um irá olhar a preparação e o resultado próprio, e dos outros, conversar com seus técnicos e, se necessário, realizar ajustes para 2016.

Como se preparar nunca teve uma formula única e mágica. Alguns se sentiam mais confortáveis com algumas decisões, outros com coisas diferentes. Alguns queriam jogar torneio e manter o “match play”, outros queriam treinar golpes específicos sem a pressão do resultado. Outros ainda mesclavam, inclusive com os torneios-exibiçoes.

O denominador comum é que era algo único no calendário e mal resolvido. Isso porque já tinha melhorado muito nos últimos anos. Os ingleses sempre foram extremamente ciumentos de suas quadras de grama e muito displicentes, para manter a elegância, no tratamento aos tenistas. A nao ser, of course, com alguns pouquíssimos, as estrelas, que tinha um tratamento diferenciado, especialmente na questao mais nevrálgica; a disponibilizaçao de quadras para treino, valiosas para se entrar no ritmo da grama.

Além dos torneios preparatórios, que agora acontecem nas três semanas anteriores, existiam também, na semana anterior, eventos exibições realizados por clubes exclusivos e para pouquíssimos tenistas. Na verdade, sempre foi uma maneira desses poucos terem quadras para jogar/treinar, uma raridade mesmo na Inglaterra, e ainda receber uma graninha. Hoje em dia esses eventos sao mais sofisticados, a grana é um pouco mais alta, mas a idéia segue a mesma. Eles jogam por uma grana fixa, sem a pressão de resultado e aproveitam para entrar no ritmo da grama.

Este ano, o campeão do ano passado, Novak Djokovic, optou por nao jogar nenhum torneio e participar somente de um desses evento-exibiçao nesta ultima semana, assim como havia feito em 2014 quando ganhou Wimbledon. Achou melhor nao mexer.

O “The Boodles” existe há 15 anos e é jogado em Stoke Park, Londres, um elegante hotel-country club, mantendo a longuíssima tradição de exclusividade – de publico e de tenistas. Os jogadores só participam se convidados pelo evento (nao existem inscriçoes) e jogam muito à vontade, sem nenhuma preocupação de resultado. Sao encorajados a permanecer no local, pelo menos um pouco, após as partidas e se misturar com os elegantíssimos fas.

Sao poucos lugares para o publico e custam uma grana. Os ingressos sao um pacote que inclui almoço fino, chás das cinco, conversa com os tenistas, champanhe, estacionamento e atenção por parte das hostess. O necessário para se passar uma tarde de prazeres. Para os tenistas, uma boa maneira de ter uma quadra assegurada e um companheiro para seu treino, além de uma grana.

Rafael Nadal, por outro lado, jogou dois eventos preparatórios; Stuttgart, onde venceu, e Queens, onde perdeu na 1a rodada. Provavelmente nao ficou contente com o segundo resultado, após o sucesso da primeira. Ele nao tinha aceito o convite para The Boodles, mas na ultima hora ligou para o diretor do torneio e foi rapidamente encaixado. Ainda está se achando com o novo formato.

No fim, uma verdade deve permanecer. O tenista só “entra” no torneio de Wimbledon lá pela terceira rodada. Até entao é um mar de inseguranças e surpresas que a grama oferece e exige.

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Boodles 2013 at Stoke Park in Buckinghamshire. (Photos by Jordan Mansfield)

 

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domingo, 14 de junho de 2015 Novak Djokovic, Rafael Nadal, Roger Federer, Tênis Masculino, US Open | 19:49

E a reciclagem?

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Sentado nos ótimos assentos da imprensa escrita na Quadra Central de Roland Garros, acompanhando um jogo de Andy Murray que só ficava interessante nas horas da onça beber água, eu trocava figurinhas com um ex tenista brasileiro. Em certo momento, a conversa foi para o futuro imediato do tênis, após por ele ser colocada a consideração, entre outras, de que Roger Federer está mais para um fim de carreira de luxo e qualidade e Rafa Nadal tem um futuro tao incerto, considerando sua carreira, quanto a nossa economia.

A colocação do amigo era que os organizadores do tênis masculino profissional estão preocupados com o que vai fazer o publico sair de casa e, principalmente, ligar a TV no tênis, ao invés de surfar no mar de alternativas esportivas atualmente disponível. O rapaz olhava para a quadra e, levantando as sobrancelhas, lançava; vai ser esse cara? – enquanto sua carinha entregava que nao colocava nenhuma fé em estar ali a resposta. No Djokovic?, perguntava entao, levantando a velha questão de que o servio – provavelmente o tenista mais completo na atualidade – nao consegue encantar o publico em geral, apesar de ser o que mais tenta.

O azar de Djoko talvez seja conviver com aquela que deve ser considerada a maior rivalidade da história do tênis, estando ele sempre um passo atrás, até que ambos estivessem prontos, mesmo a contragosto, para lhe entregar o bastão. De qualquer maneira, também nao será um Nishikori que salvará a pátria, a nao ser a asiática, onde é um fator. Ou seja, a pergunta de 1 milhão que começa a afligir o pessoal é que acontecerá após a época Fedal. O que enxergam, pelo menos é que se ouve pelos corredores, nao é tao óbvio. Quem serão os protagonistas do próximo “Fedal” ou algo parecido? Uma boa rivalidade é a melhor coisa para revitalizar um esporte, especialmente o tênis, com sua forte característica individual. E uma grande rivalidade exige excelentes qualidades técnicas e carisma pessoal dos envolvidos.

Uma outra coisa que conversamos foi sobre o fator idade no tênis atual. Na verdade, um tema um tanto mais complexo, e que derivou, e complementa, o primeiro. Parece que, concomitante, os novos tenistas estão tendo dificuldades em “estourar” com a mesma prodigalidade de antes, enquanto os tenistas mais velhos estão durando mais no circuito. Estes, com a experiência adquirida, junto com suas qualidades técnicas apuradas pelo tempo de competições, estão conseguindo manter os mais jovens à margem do sucesso, o que impede, óbvio, também que a confiança destes aflore com a velocidade esperada. E porque isso é possível? Entre outros fatores, o preparo físico do atleta atual, em especial o do tenista, mudou drasticamente e permite que eles se mantenha competitivos em uma idade que antes já sofriam para acompanhar o vigor dos mais jovens. Nao só o preparo físico, mas também a alimentação mais cuidada e orientada, os suplementos legais disponíveis que ajudam na tao importante recuperação.

E nao é só isso. Hoje os tenistas ganham muuuito mais dinheiro, o que os mantêm ainda mais motivados, já que o dinheiro que entra com um vigor que provavelmente nao virá em nenhuma outra fase, ou atividade, de suas vidas. Além disso, sao muito mais bem tratados nos torneios, tendo suas vontades e necessidades atendidas nos mínimos detalhes. Um dos diretores do Torneio de Roma disse que semanas antes do evento eles recebem uma lista detalhada do que deve ser disponibilizado no restaurante do local para atender a restrita dieta de Novak Djokovic. Atualmente os melhores tenistas viajam com uma comitiva para cuidar de todas suas necessidades; fisio, preparador físico, massagista, manager, aspones, rebatedores etc, para que só lhes reste entrar na quadra e dar nas bolinhas. O resto é a comitiva ou os organizadores que atendem.

Além disso tudo, emocionalmente também ficou mais fácil, em inúmeros aspectos, ficar no circuito anos a mais do que era o padrão. Hoje os tenistas podem conversar com membros de suas famílias, namoradas, casos, agentes, banqueiros, técnicos etc por Skype/Facetime etc. O cara viaja, mas segue próximo de casa. Tem cara que pede o jantar no quarto do hotel, coloca o Ipad na sua frente, com a imagem da família jantando no outro lado do mundo com o Ipad na mesa. Pode parecer maluco – e é – mas tudo isso faz uma enorme diferença na mente e coração do atleta. Nao muito tempo atrás o tenista ligava, quando muito, uma vez por semana para casa, sendo o padrão uma vez a cada duas ou três semanas. Poucos anos atrás eu entrava no lobby do hotel pouco antes da hora do jantar, onde existia free wi-fi, e quase todos estavam lá com seus headphones e computadores falando “sozinhos”. Hoje já ficam no quarto, já que agora é padrão os hotéis oferecerem free wi-fi nos quartos. Tudo isso tem feito a vida do tenista mais fácil, permitindo e incentivando carreiras mais longas e prosperas, o que, novamente, se constitui em uma forte barreira para os mais novos. Nos últimos 10 anos somente um jovem surpreendeu e venceu um Slam – Del Potro, em New York, às vésperas de completar 21 anos. No resto das vezes, foram somente os Fab4, Wawrinka aos 28 anos e Cilic aos 26 anos. É um muito pouco para reciclar campeões.

 

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quarta-feira, 10 de junho de 2015 Curtinhas | 13:40

Sumido

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Quero tranquilizar todos meus leitores por conta de minha ausência destas páginas. Estou em viagem e sem acesso à internet e por conta disso longe do Blog, apesar do momento da temporada. Em breve voltarei a publicar quando colocarei minhas opinioes sobre o recém terminado Roland Garros, assim como o Wimbledon que vem por aí.

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sábado, 30 de maio de 2015 Porque o Tênis., Roland Garros, Sem categoria | 10:54

O manézinho de Paris

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Gustavo Kuerten está em Paris, para variar, sempre voltamos aonde nos tratam bem, para celebrar, oficialmente, os 15 anos de quando se tornou o primeiro do ranking mundial. No fundo criou uma boa oportunidade de lançar seu livro no mercado francês. E nenhum lugar melhor para fazê-lo do que em Roland Garros. E como se deve aproveitar as oportunidades, Gustavo vai entregar o prêmio para o campeão do torneio, enquanto Martina Navratilova entregará às mulheres finalistas.

Ontem à noite a FFT fez uma pequena e concorrida recepção à Guga no Le Club, um local onde o presidente da FFT recebe seus convidados. Teve imprensa brasileira, tenistas e ex tenistas, dirigentes, tudo em pequena e escolhida dose. Teve até quatro rapazes de branco cantando uns gostosos sambinhas. E alguns exemplares do livro do tenista colocados sobre as mesas.

Assim que entrou Gustavo, em ótimos espíritos, parou para conversar. Tivemos alguns minutos a sós antes de ele se entregar aos abraços de todos que o aguardavam. a conversa, depois de algumas amenidades e bobagens, caiu sobre o assunto do porquê da empatia entre ele e o público francês. O assunto surgiu após falarmos sobre a incrível vitória de Monfils sobre Cuevas, quando este teve 4-1 no quinto set e o francês, incentivado fortemente pela torcida, virou o jogo.

Gustavo estava um tanto filosofo a respeito. Disse que não tinha uma razão definitiva sobre o assunto, apesar de que tinha certeza que ela existia. Conjeturou hipóteses, sem se comprometer com uma. O que tinha claro é que chegou a um ponto da história que sabia que essa empatia lhe dava forças em quadra e isso fazia uma diferenç. Sem dizer que fazia isso consciente, disse que sabia que algumas coisas que fazia estreitava essa relação, o que acabou sendo crucial em sua carreira e história pessoal, algo que sua presença em Paris confirma.

perguntei se ele tinha em mente quando foi que sentiu que “ganhou” o público de vez. Ele hesitou e disse não ter certeza, abrindo a porta para minha sugestão. Para mim, e muitos, ele ganhou o coração dos franceses quando, como uma jovem zebra, com uniforme que mais parecia uma bandeira, e que lhe foi “sugerido” pela organização que o trocasse para a final, o que foi ignorado, ele, ao ser chamado para receber seu prêmio, das mãos de Björn Borg e Guilhermos Villas, ele subiu alguns degraus do podium, onde era esperado, e fez a famosa flexão com a cabeça e torso, como os súditos faziam aos reis. Ali os franceses descobriram que aquele campeão trazia para a quadra, ao mesmo tempo, uma ferrenha determinação de vencer, aliada a uma humilde simpatia, características um tanto raras dentro das quadras de tênis. Sua ações em Roland Garros só foram, com o tempo, confirmando ambas, até então talvez contrastantes, e a partir de Kuerten uma tradição. Os dividendos de tal relação pingam até hoje e, com certeza, por tempos que virã.

 

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sexta-feira, 29 de maio de 2015 Roland Garros, Sem categoria, Tênis Feminino | 09:25

Uma sexta feira

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estou assistindo na quadra central a partida entre Alice corneta e lucic-baroni. Jogão! Nenhuma das duas é favorita ao título. Nenhuma das duas super estrela ou tem título de GS. Nenhuma delas é top ten. mas o que as meninas estão dando na bolinha é uma grandeza. Além disso, emociona em ver o que as duas estão se entregando à batalha. Lutam como se não tivesse amanhã. Sem falar da coragem. Ambas jogando no limite, sem medo de errar é sem receio de fazer o que é preciso. Uma tributo ao tênis feminino.

No passado não pensava que Alize tivesse dentro dela o necessário. Ela fazia o estilo periguei, com o narizinha arrebitado. Mas já faz uns dois ou três anos que vem crescendo, mesmo dentro de suas limitações. Além disso, se hoje tem uma carreira é porque tem um coração bem grande.

lucic apareceu mais do que dez anos atrás como uma juvenil que seria a próxima cachorrinha do circuito. Mas tinha um daqueles país infernais e acabou se afastando das quadras, cedendo à horrível pressão. Poucos anos atrás voltou à carreira, sem nunca atingir o brilho prometido. Mas tem golpes sólidos e dá na bola com uma força que não deve à ninguém é um desprendimento que beira a irresponsabilidade. As bolas só entram o que entram pela técnica apurada.

a partida foi decidida na bacia das almas 4/6 6/3 7/5 oferecendo todos os componentes necessários à um grande espetáculo, da qualidade tecnica ao drama de uma batalha sem um favorito até a última bola. O tênis feminino mudou e pra muito melhor.

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quinta-feira, 28 de maio de 2015 Roland Garros, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino | 10:00

O uniforme e a nova Teliana

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Eu estava me divertindo na quadra 1, acompanhando o clássico entre Berdich e Stepanek, que alias estava um jogao, quando, ao final do 3o set, me pareceu hora de ir para a quadra 2 assistir o jogo da Teliana Pereira. Quando chegamos estava no intervalo e o publico se instalando. Ali sempre existe uma fila danada e nessa hora a credencial ajuda bastante. O pessoal da manutenção terminava de regar a quadra vermelha, os juízes chegavam e os pegadores de bola faziam, na lateral da quadra, suas acrobacias de aquecimento.

De repente, entra na quadra, toda de preto, como se fosse a amante do Darth Vader, a Aninha Ivanovic. A moça fica bem de qualquer angulo e em qualquer cor. Mas, convenhamos, jogar tênis na primavera de Paris de preto é um tanto estranho.

O preto é a cor que a Adidas escolheu para vestir seus tenistas em Roland Garros, algo um tanto incompreensível, a nao ser para os gênios que ficam dentro de alguma sala ditando a moda global. O torneio em Paris é jogado exatamente quando o tempo começa a esquentar em Paris e o preto em esportes só faz sentido quando usado indoors ou no frio – nenhum dos casos em Roland Garros. Para quem nunca pensou no assunto, roupa escura segura o calor e é algo que atletas evitam usar durante longos períodos debaixo do sol como é o caso dos jogos de tênis.

Somos todos escravos da moda? De um jeito ou de outro, conscientes ou nao, a resposta é sim. É uma industria poderosíssima, que gira bilhões de dólares anualmente, inclusive dentro dos esportes, onde é a maior patrocinadora dos atletas. Por isso eles se sujeitam ao que vem de cima, gostem ou nao. Alguns poucos tem um pequeno input ou alguma musculatura para dizer, querer ou vetar algo. A esmagadora maioria se curva ao peso do checao. Entre os que já vi que estao de preto total estao Aninha, Tsonga e Murray. O interessante é que a Wozniack, também patrocinada pela Adidas, nao estava de preto, por conta de usar a linha da Stella Mcartney que, como filha de um Beatle, nao entrou nessa fria.

Mas o uniforme que causou mais tititi do que o dos atletas foi o das pegadoras de bola. O dos meninos pegadores é só uma questao de cor e o mesmo problema acima. O das meninas é algo distinto. Ele tem sido o mais comentado, ainda mais pelo corte do que pela cor. Elas estao usando uma regata preta, que deixa ombros e costas expostas, uma saia preta com pregas largas e meias 3/4 pretas com listas brancas, o que deixam, junto com as costas expostas, as meninas fortes e, de alguma maneira, sexys – mas estranhas. A conversa é que o uniforme ficou no mínimo estranho, mas há quem goste, depende do gosto. Mas se uma das metas era chamar atençao, fazer um statement, o objetivo foi conquistado.

Apesar do meu fraco pela a Aninha, mesmo de preto, logo tratei de acessar o aplicativo de RG no telefone e descobrir onde tinham colocado a partida de Teliana. Quadra 17! Exatamente a ultima quadra no extremo oposto do complexo de Roland Garros. Após longa caminhada, quando cheguei o jogo já rolava e as arquibancadas quase cheias, um padrao no atual Roland Garros.

O que vi por lá? Uma Teliana que cresceu barbaridades. A moça me lembrou a árvore dos feijões mágicos do Joaozinho. No ano passado Teliana era uma passadora de bola sem grandes perspectivas e, parecia, sem maiores ambiçoes de crescer tecnicamente. Seu jogo e estilo tinha algumas deficiencias de formaçao técnica, especialmente no saque. Sua esquerda sempre foi sólida, mas a direita era instável, soft e nao machucava.

O feijao cresceu. Primeiro, a moça está forte e veloz, o que suas costas e pernas evidenciam. A maneira como está chegando nas bolas é o trampolim para o que vem conquistando em termos de resultados. Além disso, tenta melhorar o serviço, acelerando mais, mesmo enfrentando a dificuldade técnica de origem. Sua direita progrediu barbaridades e é o que a está levando a outro patamar. Deixa de ser uma passadora de bola, para fugir da esquerda, entrar na quadra, subir nas bolas e atacar, como deve ser feito. Ontem fez isso com determinação e coragem, consequência da confiança adquirida por conta dos inúmeros resultados positivos que vem conquistando. Entrou em outra dimensão tenistica.

Se faltou algo ontem foi quilometragem, especialmente a que se adquire enfrentando tenistas top 10 como Makarova. Com certeza ela saiu da quadra com gostinho de quero mais e de que podia mais. Abraçando a nova fase, de coragem e agressividade, ela abre as portas do possível dentro do circuito. Os tempos no tênis sao de Serenas e nao de Wozniacks.

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quarta-feira, 27 de maio de 2015 Sem categoria | 09:17

Bellucci x Nishikori

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Belo começa jogo confiante e soltando braço dos dois lados.

A grande pergunta é se a melhor bola do japa, sua direita cruzada, irá incomodar, especialmente na horas importantes.

Bellucci tem o saque. O japa nao. Mas este é mais rápido e cobre melhor a quadra.

Para Belo é importante virar cedo para agredir de forehand. Para o japa é importante achar o revés do Belo e aluga–lo. A briga maior é essa.

até agora o Belo nao usou um slice, um golpe q pode arrefecer os ataque do japa quando este está sacando. Por outro lado Nishikori abre as perninhas com seu saque.

o jogo está sendo jogado tres passos atrás da linha de fundo. Quem irá tirar proveito disso?

Belo escapa de 4 break points no 4×4. O sak falando alto.

apos sair jogando mal pela segunda vez consecutiva em seu sak, Belo é quebrado. É um jogo no começo do set e outro na hora da onça beber água. Mas o japa precisa fechar… fechou!

com duas duplas faltas, thomas é quebrado de cara. Assim fica didicil o que já nao era fácil. Os ultimos tres games q sacou Belo jogou abaixo.

a história nao mudou muito. Nem a de hoje, nem a que conhecemos há mais tempo.

Belo tem bola para jogar com todos, especialmente na terra. O que ainda nao tem é a constância emocional que o tenis exige. Alias, exige mais do que isso, se vc quiser ser um cachorrao. Nao basta continuar a jogar bem nas horas importantes. Tem q jogar ainda melhor.

O JAPA “quebrou” o Belo emocionalmente. Os golpes, as trocas de bola, a olho nu, seguem iguais. kei acabou por tomar conta da quadra, qdo percebeu q Belo nao variaria, nem o efeito, nem a altura da bola. Ele veio vindo e se impondo. Os erros do brasileiro foram ficando mais frequentes e agora está perto de perder. Talvez um ultimo suspiro, um ultimo absndono para se soltar e ir pras cabeças. Vejamos.

como disse, com o jogo praticamente decidido, Belo se solta, se empolga e consegue sua 1a quebra de serviço na partida 3-5. Ainda dá??

agora o japa saca no 5-4 pra fechar. E como é mandigueiro, chamou o fisioterapeuta. cada uma…

O ultimo game seguiu o roteiro. Nishikori 7/5 6/4 6/4.

agora vou assistir o clássico checo Berdich x Stepanek. Isso é divertimento!

 

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