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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016 Novak Djokovic, Olimpíadas, Sem categoria, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 17:50

Novak, Angelique e Bruno

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Não é de hoje que Novak está um degrau acima, olhando pra baixo – seja quem for. Técnica, física e mentalmente. Um sucesso que é dividendo de uma das mais sensacionais histórias de estratégia de carreira, boas escolhas, determinação, entrega e compromisso total com a qualidade.

 
Um exemplo de ética de trabalho poucas vezes visto anteriormente, me lembrando Ivan Lendl pela dedicação e escolhas. Como Novak tem um perfil psicológico e social mais light do que o checo, vem – acredito que por isso também – tendo uma carreira de mais excelência do que este, que era um cara tenso e mau humorado, mas com uma dedicação à carreira que lembra o servio. Novak buscou, desde o início, ser melhor, do que todos e, mais importante, do que era. Um dia atrás do outro. Colhe os frutos.

 
Sem a mesma excelência, mas experimentando da mesma estratégia, Kerber deixou de ser uma moça habilidosa, top 10, um tanto pesadinha para correr atrás das bolas rápidas das cachorronas, para experimentar das delícias de ser uma campeã de Grand Slam. Sua vitória sobre, na bacia das almas e sob muita pressão, uma das maiores vencedoras da história do tênis mostra, mais uma vez, o que determinação, dedicação e confiança podem conquistar. Uma bela final, muito melhor do que a masculina, repleta de emoções, drama e tênis de qualidade – um prazer de assistir.

 
E o tênis brasileiro segue sendo bem representado pelos seus bons duplistas. Tirando o sucesso de Gustavo Kuerten, e Maria Esther, que foi boa nas duas, não deixa de ser interessante o fato de brasileiros se darem melhor nas duplas do que nas simples. Cassio Motta foi #3 do mundo, Carlos Kirmayr foi #7, em uma época em que ambos jogavam simples e duplas. Jaime Oncins também foi excelente e poderia ter tido o mesmo sucesso de Bruno e Marcelo tivesse feito melhores escolhas e abraçado com força a carreira de duplista.

 
Sempre acreditei que rivais tem, como função crucial, se motivar entre si. Bruno Soares e Marcelo Melo são ótimos exemplos. E não deveria ser necessário lembrar que aqui a palavra rival não carrega nenhum valor negativo.
Depois de jogarem juntos, se separaram, Bruno conquistou ótimos resultados até o fim de 2014, atingindo #3 do mundo, o que não é pouco. Mexeu com os brios do antigo parceiro que foi atrás de investimentos pessoais e melhores resultados. Chegou a #1 do mundo, o que o colocou em patamar impar na nossa história.
Bruno decidiu que tinha mais do que uma boa motivação para correr atrás de melhoras. Com novos parceiros conquistou um feito impar ao vencer ambas as duplas no AO.

 
Sabemos que quanto a Vesnina foi iniciativa sua o convite. E a moça aceitou com alegria. Até porque deve ser só alegria jogar com alguém como Bruno. Quanto a Murray o convite veio do parceiro. E aqui dou a mão à palmatória. A dupla deles funcionou maravilhas. Para tal Bruno teve que fazer seus ajustes. Uma de suas forças sempre foi a velocidade e uma de suas carências a devolução de esquerda. Vem aprimorando esta há algum tempo e hoje está bem mais a vontade com ela.

 
Com Murray encontrou um cara que, se não é mais rápido do que ele, é extremamente “móvel”, levando os oponentes ao desequilíbrio com seus movimentos junto à rede. O cara parece um dervixe dentro da caixa de serviço. E Bruno soube se transformar numa bela ancora, sem abrir mão de sua mobilidade. Os caras são um inferno de se enfrentar.

 
Além disso, com seu jeitinho mineiro, Bruno sabe e soube equilibrar seu parceiro com sua calma nas horas da onça beber água, algo crucial em uma dupla de dois. E hoje, para nossa alegria, graças à TV fechada, podemos acompanhar o torneio de duplas com quase tanta facilidade quanto o de simples – pelo menos de nossos jogadores.
Com Marcelo e Bruno estamos mais perto, pelo menos de antemão, de uma medalha olímpica do que em qualquer outra oportunidade, inclusive com Gustavo Kuerten – sem esquecer que tanto Oncins como Meligeni estiveram bem próximos de uma.

 
Mas, suspeito, que Marcelo e Bruno, até por jogar em casa, têm ainda mais consciência do que está a seu alcance. E isso, suspeito, envolve em alguma hora voltarem a jogar juntos antes das Olimpíadas.

 
Como as histórias de sucesso passam por escolhas, entregas, compromissos e abir mão de algo para conquistar um outro algo, o s rapazes devem estar avaliando com carinho como irão se preparar para a pressão que envolve o almejado sucesso no Rio.

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quinta-feira, 28 de janeiro de 2016 Aberto da Austrália, Novak Djokovic, Rafael Nadal, Roger Federer | 12:54

Com licença.

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O esperado confronto entre Federer vs Djokovic não fugiu do esperado, e aqui adiantado, cenário, nem ofereceu muito em termos de drama. Na verdade, o melhor do jogo foi a excelência que Djoko mostrou nos dois primeiros sets, considerando um oponente do gabarito de Roger Federer.
Este ainda tentou ficar no jogo, vencendo o 3o set, após leve tirada de pé por parte de Djoko, algo até esperado em partida de 5 sets, o que mostra que basta leves detalhes para um jogo entre esses cachorrões mudar de cenário. No 4o set Djoko ficou esperto novamente e Federer teve que se dobrar ao melhor momento do oponente.
A cada dia que passa fica, e ficará, mais difícil defender o subjetivo titulo de GOAT para Roger Federer. O tenista agora tem desempenho negativo com dois de seus contemporâneos – Nadal e Djokovic – e dificilmente conseguirá reverter isso até o final de sua carreira. Contra Djoko a idade corre contra, contra Nadal uma diferença muito grande (11×23) para ser virada.
A outra semi, entre Raonic e Murray deve, espera-se, oferecer mais dramaticidade, a cor que realmente entretêm o público. Mas considerando o perfil psicológico de ambos eu nao colocaria dinheiro nisso. Mas só pelo conflito de estilos técnicos já vale a pena assistir.
Mesmo às 6.30. Ligo a TV sem sair da cama, deixo com o som bem baixo, o bastante para ouvir o placar, se assim quiser, e os aplausos mais altos, quando merecidos, e assim redobrar minha atenção. Abraço minha mulher, tomo goles de água gasificada e fico brincando com minha consciência, ou a falta dela, alternando Tênis com Sonhos, até sentir que já faz sentido sair da cama e ir tomar meu café da manhã. E logo estarei na quadra para testar minha inspiração. É verão cá, como lá, o dia está lindo e adoro o esporte. Com licença.

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quarta-feira, 27 de janeiro de 2016 Aberto da Austrália, Novak Djokovic, Rafael Nadal, Roger Federer | 13:44

Patatipatatá

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Então o Milos Raonic furou a chave dos semifinalistas no AO. Não sei o que Wawrinka, Nadal e companhia têm a dizer a respeito. Pelo menos não é como a chave feminina, onde em um lado da chave deu o esperado, Serena(1) e Radwanska(4) e do outro a zebra correu solta com Kerber (7) e Konta (47).

Raonic está no radar dos GS há pelo menos um ano, sem conseguir materializar-se. Andou procurando ajuda fora das quadras para encontrar o diferencial. Fora aquela manga que usa no braço direito – supostamente para manter o braço aquecido?! tás brincando? – agora decidiu usar uma proteção bucal 24hs por dia. Diz que isso está ajudando na tensão mental, no pescoço, ombros e costas. Está tão feliz com o resultado que imagina que será algo para sempre. Bem, para sempre não sei, pelo menos enquanto o cara estiver com o tezão de vencer, imprenscindível para quem se dispõe a usar aquilo, só tirando, diz ele, para comer (e beijar??). O cara confessa que está tendo que aprender a falar e por enquanto fica no inevitável patatipatatá, o que deve ser um tormento, pelo menos para quem ouve.

Como tenista não faz minha cabeça; nunca admirei jogadores dependentes de um grande saque. Mas ele está na semifinal e com certeza deve estar fazendo outras coisas bem também. Diz que está investindo bastante tempo de seus treinos junto à rede para melhorar o voleio, instintos e colocação junto à rede. Pelo menos é algo de quem tem visão, e isso credito ao ex Ljubicic que fez a pré temporada com ele, e nao Carlos Moya, seu novo coach desde janeiro. Qualquer cara com um saque daqueles e dificuldades de movimentação tem que chegar rápido à rede e, vital, saber o que fazer por lá. Talvez devesse contratar o Carlos Kirmayr, que sabe do metier muuuuito mais do que o Moya.

Agora Raonic enfrenta Murray, que ainda não está na sua melhor forma mental (será que um dia estará?), mas adora devolver saque e que lhe ofereçam um alvo junto à rede. É o típico e interessante confronto de estilos. Eles jogam só na 6a feira.

Do outro lado da chave, o esperado confronto Djoko vs Federer. Quem não quer vê-lo? O jogo será 5a feira às 19.30h lá, 6.30h quinta feira aqui, o que quer dizer que jogam sem o calor do sol, o que quer dizer uma boa vantagem para Djokovic, ou mais preciso, uma desvantagem para Federer.

É um jogo para ser decidido nos dois primeiros sets. Se Djoko começar bem deve levar. Se Federer começar se impondo terá que prestar atenção até o fim, porque o outro tem tênis, cabeça, coração e físico para virar.
Em quem o caro leitor faz sua aposta? Tudo indica para uma vitória do servio. Mas todos vão torcer pelo suíço.

C´ést la vie.

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terça-feira, 19 de janeiro de 2016 Aberto da Austrália, Porque o Tênis., Rafael Nadal, Tênis Masculino | 19:19

Findáveis mágicas

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Porque El Rafa nao ganha mais os jogos que antes ganhava? A derrota, na 1a rodada, para Verdasco não podia ser mais exemplar. Em 2009, os dois se enfrentaram na semifinal do AO, em uma das mais partidas mais emocionantes que já assisti, com vitória do Animal, na bacia das almas, no 5o set. Para Rafa, foi mais uma de suas infindáveis mágicas vitórias – em seguida bateu Federer na final, em outra partidaça de 5 sets, levando o suíço às lágrimas. Quanto a Verdasco, tenho certeza que o cara nunca mais dormiu em paz – até esta madrugada.

Desta vez a história foi diferente. Na hora da onça beber água quem cresceu foi Verdasco e nao Nadal. E essa é a grande questão. Porque Rafa nao ganha mais essas partidas?

Desaprender não é o caso. Contusões também não acredito. O cara sempre jogou com dores e agora não está pior do que muitas vezes já esteve. Os outros melhoraram? Alguns sim, outros não, mas ninguém, a não ser Djokovic, o bastante para ser essa a diferença.

Ainda no 1o set, minha mulher, que é fã do rapaz, amuou e profetizou – ele vai perder. Não pus fé. Não vai não, eu disse. Bem, em breve ela deve começar escrever no Blog.

A derrota foi mais uma daquelas que, apesar de mais de 4hs de jogo, muita correria, pontos incríveis e golpes fantásticos teve um ponto onde tudo foi decidido. São aqueles pontos que quem conhece sabe, na hora, vai marcar na carne e tirar o sono de alguém. Quinto set, Nadal já liderando 2×0, e ainda com um break point no saque do Verdasco. Esse fica insano e começa a cuspir aces – três nos quatro pontos seguintes. Busca o game e mantêm o seu jogando como um possesso. Nao, desta vez não, pensou, não vou perder outra vez desse cara no 5o set na Austrália. No way, Jose. E assim foi.

E porque Rafa agora perde, não só seis games seguidos no 5o set, como esses jogos? Porque ele perde esses pontos, esses games? Antes, esses eram sua marca registrada. Na hora da decisão ele sempre encontrava a solução, sempre conseguia levantar o padrão, bombar a Confiatrix como nenhum outro. No more, Rafito.

Tenho em casa um livro do Gustavo Kuerten, assinado e com dedicatória. Nesta, ele fala sobre algo que eu disse a ele, quando ainda começando sua carreira profissional, que foi catar lá em sua memória, sobre o bem mais precioso que o tenista tem – sua confiança. Como uma flor, deve ser regada todo dia, cuida-la e, assim mesmo, se corre o risco de perde-la. Ele diz que sempre regou sua flor. Em algum lugar, em alguma quebrada da vida, numa esquina das dificuldades, Rafael Nadal se descuidou da sua. Ela ainda é viçosa, linda e exuberante como poucas no esporte, mas não é mais aquela que nos fascinava por sua exclusividade, raridade, algo nunca dantes vista por este que lhes escreve. Nesta vida nada é permanente, nem a confiança do cara mais forte mentalmente que já tive o prazer de assistir.

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segunda-feira, 18 de janeiro de 2016 Aberto da Austrália, Novak Djokovic, Roger Federer, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 15:03

Melange do 1o dia

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Pelo menos a Wozniacki merece um Post, algo que a ridícula Hantuchova, que perdeu 0 e 2 da Kuznetsova, que foi uma bela tenista e ainda se mantém, nao leva de jeito algum. A anoréxica da Eslovaquia decidiu, a muito tempo, que preferia sair com as pernas de fora na internet e revistas do que usar seu talento para jogar tenis. É tão fora da real que tentou trabalhar com o Larry Passos! Ela ia desistir no primeiro treino – isso se ele não decidisse antes.

 

Federer e Djokovic nem precisaram suar para ganhar. Foi um bom treino para ambos.

 

A Serena passou com alguma dificuldade pela argentina/italiana Giorgi. As duas estão peladinhas na internet, o que prova que na internet tem para todos os gostos e o tênis feminino mudou muuuito nos últimos anos.

 

Kristina Pliskova passou por uma decadente Stosur. As gêmeas Pliskova sempre me derrubam. São vitelinas e idênticas. A irmã Karolina tem melhor ranking e mais resultados e é mais bagaceira. Krystina é mais introvertida, mas tem mais tênis do que acredita. Porém, imagino, deve achar a irmã, com quem joga duplas, bem melhor e não consegue sair da sombra desta. Karolyna usa duas enormes tatuagens – uma no braço e outra na coxa. Provavelmente para se diferenciar da irmã. Além disso, uma foi ser destra e a outra, Krystina, canhota. As minas tem quase 1.90 e pernas sem dó.

 

A Errani, que era cabeça 17 também rodou na 1a rodada. Mas para essa eu tiro o chapéu. Só de pensar que a baixinha italiana chegou à final de Roland Garros eu já penso em rever meus conceitos sobre papai noel.

 

O Paire, o maior fantasmaço do circuito, que também era #17 (alooou papai noel!) também perdeu em três sets na 1a rodada. O adversário, Noah Rubin, é #328 do ranking!! Deve ter jogado tudo na inexistente direita do fantasma.

 

A Bensic, que um dia foi uma equilibrada adversária da Bia Maia, hoje é #12 do mundo já foi pra 2a rodada.

 

O Almagro, um talentoso doidinho, bateu o Bennetteau em 4 sets, no que deve ter sido um bom jogo. O espanhol, que esteve para abandonar as quadras, vai estar no Brasil Open.

 

O Coric, que muitos acreditam vá ser um cachorrao de 1a linha, perdeu rapidinho para o espanhol Ramos-Vinolas.

 

O Dodig perdeu na 1a rodada das simples – desejo inconfessável de Marcelo Melo em um GS. O ruim é que o cara, do jeito que vai, terá que jogar qualy em alguns torneios, o que pode mexer na dupla do Marcelo.

 

A Mladenovic bateu a Cibulkova. E eu nao vi o jogo…

 

O Sam Querry ainda joga tênis. Mas também perdeu.

 

A Teliana perdeu em dois sets para a Niculescu. Será que ela jogou na direita ou na esquerda da romena?

 

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Aberto da Austrália, Tênis Feminino | 14:02

De mal a pior

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“Você pode enganar todas as pessoas por algum tempo e algumas pessoas todo o tempo. Mas nao pode enganar todos o tempo todo”. É claro que a célebre frase de Lincoln tinha a ver com a política de seus tempos e nada a ver com o tênis e Caroline Wozniack, que perdeu na 1a rodada do AO para a cazaque Putintseva.

 

A simpática e sorridente dinamarquesa já foi #1 do ranking, assim como a Safina, e isso diz algo a respeito do ranking feminino. Só que uma hora a realidade chutou a porta e aí o bode sentou na sala. Ou foi o pai dela??

 

Quando se tornou #1 do ranking fazia duas coisas na vida: batia todas as bolas cruzadas e tirava fotos rindo à toa. O joguinho dela sempre foi limitado e medroso, algo que eu dizia do início e me criticavam por conta. Sei! Bem, a minha mulher gosta dela, então vou parar por aqui.

 

Ela tentou algumas mudanças, alguns novos técnicos, mas nunca abriu mão da presença do pai que, segundo todos os técnicos, era quem impedia o progresso. O fato é que perdeu a confiança; as adversárias progrediram e ela estacionou.

 

Uma estatística explica bem o que Lincoln dizia: Desde 2011 sua participação no Aberto da Austrália foi: semifinal, quartas, oitavas, terceira rodada, segunda e primeira! Só espero que não chegue em 2017 perdendo na última do qualy.

 

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quarta-feira, 13 de janeiro de 2016 Brasil Open | 20:25

Brasil Open

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Este ano, mais uma vez, o Brasil Open muda de casa. Ainda bem que o nome é Brasil e não algo como Rio Open, o que deixaria os organizadores bem mais engessados. Eu diria que encontraram uma boa casa desta vez – o Esporte Clube Pinheiros.

 

O clube é o maior e mais importante do país e tem localização privilegiada, em uma das principais avenidas de São Paulo, com um de seus estacionamento, o que será usado pelo público do torneio, para mais de 800 carros, do outro lado da rua do Shopping Iguatemi, o principal da cidade, que também tem um ótimo estacionamento. Essa proximidade possibilita que o público assista os jogos e vá comer em um dos restaurantes do shopping, algo que demora cinco minutos.

 

O Pinheiros têm 24 quadras de tênis, sendo duas cobertas, já hospedou diversas edições da Copa Davis, eu era o capitão da ultima, contra a India, inúmeros Banana Bowl, alguns Challengers e um ATP Tour, nos anos 90, anteriormente. Tradição de torneios é o que não falta, sem mencionar a tradição na formação de tenistas e atletas de diversos outros esportes.

 

O Brasil Open já foi jogado na Costa do Sauípe, que deu o que tinha que dar e foi legal enquanto durou, e no Ginásio do Ibirapuera, que servia na ausência de coisa melhor, um absurdo que os paulistanos devem a todos os incompetentes que já sentaram na cadeira de prefeitos da cidade, mas que pelo menos serviu para trazer o torneio para a cidade.

 

O Pinheiros era um namoro antigo dos organizadores que se tornou ainda mais urgente depois que o estacionamento e área das novas quadras ficou pronta no fim do ano retrasado. O local ficou muito bonito e conveniente.

 

Mesmo com as ótimas instalações do clube, os organizadores terão que investir e realizar várias intervenções. Aliás, ótima palavra, que me lembra da música do Nick Cave, Into my Arms, uma coisa maravilhosa de simples que começa com “I don´t believe in an interventionist God” só para dizer que, se sim, que seja para trazer sua amada para seus braços.

 

Eles irão transformar quatro quadras adjacentes em uma quadra principal e usarão outras duas para jogos secundários. Para tal, terão que mexer em várias quadras do clube, além de modificar e criar espaços que atendam as exigências de um ATP Tour. Posso garantir que o torneio terá mais ambiente e charme do que no Ibirapuera.

 

Os tenistas associados terão que sofrer com a restrição das quadras, pois o uso das destas não se restringe aos dias do evento, sendo necessário mais de um mês só para a montagem, depois os jogos e depois a desmontagem. Mas, imagino, os associados serão plenamente recompensados assistindo de perto as feras que estarão presentes. Não existe jantar gratuito.

 

Hoje os organizadores divulgaram a lista dos tenistas que estarão presentes. Ela é composta na sua maioria por latinosamericano e espanhóis, com uma pitada de italianos, of course. Não têm as estrelas do Rio Open, que acontece na semana anterior, como Nadal, Ferrer, Tsonga e Isner, mas têm, para a alegria de muitos, o bagaceiro Fabio Fognini. Veja a lista completa abaixo. O torneio acontece de 22 a 28 de Fevereiro:

 

 

Fabio Fognini (ITA) – 21o.
Thomaz Bellucci (BRA) – 37o.
Pablo Cuevas (URU) – 41o.
Federico Delbonis (ARG) – 52o.
Albert Ramos-Vinolas (ESP) – 55o.
Pablo Andujar (ESP) – 59o.
Pablo Carreno Busta (ESP) – 67o.
Paolo Lorenzi (ITA) – 69o.
Santiago Giraldo (COL) – 70o.
Inigo Cervantes (ESP) – 72o.
Nicolas Almagro (ESP) – 74o.
Guido Pella (ARG) – 76o.
Daniel Munoz de la Nava (ESP) – 77o.
Dusan Lajovic (SRB) – 79o.
Marcel Granollers (ESP) – 84o.
Diego Schwartzman (ARG) – 89o.
Marco Cecchinato (ITA) – 91o.
Paul-Henri Mathieu (FRA) – 96o.
Daniel Taro (JPN) – 97o.

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segunda-feira, 11 de janeiro de 2016 História, Novak Djokovic, Rafael Nadal, Roger Federer, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 14:46

2016 começou

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O ano começou. Abri meu ipad – não se abre mais o jornal – e descobri que o David Bowie morreu. Eu não era um fã dele, mas reconheço que foi um cara que ajudou a revolucionar a musica pop com sua inquietude, talento e arrojo em diversas áreas como música, filmes, moda e cultura pop. E fez muita musica boa que ainda toca por aí – nao dá mais para dizer que toca no rádio – e que me ajuda a me localizar no meu calendário de vida.

Escrevo que foi um começo do ano também porque aproveitei para me isolar do mundo e viver um pouco um Crusoe sem o estresse de estar perdido, o que foi ótimo para a cabeça e o coração. Escrevo que foi um começo de ano, a não ser que você considere as palhaçadas que o nosso governo insiste em fazer nao importa o dia ou época do ano e começou desde logo em 2016, e se tenista, considera que Chenai e Doha, ou mais grave, a Hopman Cup, foram para valer.

Na verdade, concedo, para alguns valeu mesmo. Wawrinka desce no aeroporto da cidade hindu e diz para o motorista; “me leve para casa”, que é como se sente no torneio que já ganhou quatro vezes, três seguidas. Ao fundo ouço o som de milhares de rupias se transformando em francos suíços. A vida é linda para quem recebe, e sabe usar dos benefício, do dinheiro de garantias. “O meu adversário me ataca, mas eu abro braço, lembro das centenas de dólares que já coloquei no bolso só pra vir aqui, e enfio a mão na bola sem nenhum receio.” Pressão é para os fracos, ou os que não recebem garantias.  Ou pode se acreditar que, uma vez na quadra, nada disso importa e o cara só pensa na competição. É, o mundo é cheio de ambiguidades e 2016 não será diferente.

Em Doha, Nadal, que diz que 2016 será diferente, achou tudo muito bom até a final, quando teve arremessado à sua cara o fato que 2016 será mais um inferno djokoviano. Teve a singularidade de afirmar que nunca viu alguém jogar no padrão do servio – com quem até pouco tempo tinha uma equilibrada rivalidade. Roger deve ter se mordido de inveja.

Quanto a Hopman´s Cup entendo a homenagem australiana ao primeiro dos “coaches”. Só fico na dúvida se ele, um grande competidor, escolheria a homenagem de ter seu nome associado a um torneio onde o fator competitividade é coadjuvante ao fator “vamos dar uma treinadinha de início de temporada e ganhar um montão de dólares na maciota”. Pelo que conheci do “Coach” isso é – como diria o Caetano, que pode ser um chato no resto mas sabe escrever uma música – é o avesso, do avesso, do avesso da cartilha hopmaniana. Sim, de um jeito ou de outro 2016 começou.

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domingo, 20 de dezembro de 2015 Copa Davis, História, Juvenis, Masters 1000, Novak Djokovic, Roland Garros, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino, US Open | 19:21

Os melhores do ano

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Com o fim do ano e da temporada surgem as pesquisas dos “melhores do ano” para a apreciação dos fas. Interessante que nem sempre os votos dos “experts” coincidem com o dos fas. Qual vale mais? O que vale mesmo é o que você pensa, até porque se nao for o caso é melhor só usar pra pentear. Pode ser também o que você sente, já que em termos de escolhas esportivas o emocional fala alto. Nao é futebol, mas o Tênis também cria suas paixões.

Recebi dois ou três pedidos de enviar meus votos e o fato me inspirou em deixar aqui no Blog os meus pensamentos a respeito dos “melhores do ano”. Divirtam-se divirjam se forem capazes!

Os fatos marcantes mais mencionados foram: Os 3 Slams do Djoko e da Serena, a vitória da Penetta em Nova York, a conquista da Davis pelos britânicos.

Se Djoko ou Serena, os dois melhores tenistas do ano, tivessem ganho os quatro seria difícil ter outro fato mais marcante, o que nao tira o imenso mérito de ambos em conquistar algo dificílimo e merecedor de muitos aplausos. Mas a Serena foi, em um jogo, do Fato do Ano para a Afinada do Ano, ao perder para a Roberta Vinci nas semis e deixar escapar o Grand Slam que a colocaria como candidata a maior da história.

A vitória de Penetta, no apagar das luzes de sua carreira, foi a maior surpresa da temporada e uma conquista maravilhosa para uma tenista maravilhosa. E eu adoro surpresas em quadra, além de pernas bem torneadas. Alias, o fato é ampliado pela presença de duas italianas na final – na Itália elas vao ganhar todos os votos.

Mas Murray, o tripolar das quadras, liderar uma conquista da maneira como foi feita, e aí o diferencial, para o país que tem Wimbledon e Murray e nada mais em termos de tênis, apesar dos milhões investidos, foi um fato marcante. Eu fico com a vitória na Davis, pelo impacto que terá no país que inventou o tênis e as emoções que causou mundo afora.

As decepções? A Bouchard no feminino. Mais uma tenista que tropeçou na fama e na máscara, achou que era maior e melhor do que realmente é. Além de ainda nao ter conquistado lhufas ainda. Agora perdeu a confiança, perde jogos que nao deveria perder e ainda tem que enfrentar as consequências do tombo que levou – figurativamente e de fato.
Entre os homens, temos o Dimitri que pensou que era o rei da cocada preta, enquanto só foi o plebeu que pegava a rainha. Tem tênis pra ser mais do que apresentou. Eu nao vou falar do Gulbis porque ele nao é mais uma decepção e sim uma certeza.

As esperanças? Temos aí o Zverev que tem golpes e serviço pra incomodar, o Kyrgios que tem o serviço, um pouco de golpes e a personalidade pra incomodar, o Thiem que tem uma bela direita mas precisa achar uma esquerda, o Coric que tem uma bela esquerda mas precisa melhorar a direita, o Kokkinakis que é um fantasmao com um belo serviço e se acertar os golpes vai ser bem perigoso.

Os que mais melhoraram fora dos radares. O Anderson aprendeu tirar o melhor de seu tênis limitado, provavelmente ouvindo sua mulher que é bem mais do que uma digitadora de texto ou uma fazedora de biquinhos. Outra melhora surpreendente, que me pegou de calças curtas, foi o Benoit Paire. O cara tem, de longe, a pior direita do circuito, pior do que os 3a classes lá no clube, além de tropeçar na própria mascara. Mas tem uma tremenda esquerda! Milagres acontecem, amigos. Entre as mulheres, a suíça Bencic, que ano e meio atrás jogava no mesmo nível da Bia Maia – as duas eram rivais no juvenil – e hoje é 12a do mundo.

O idiota do ano? O Kyrgios leva fácil. O cara investe no quesito com frequencia e sem medo, além de ter uma família que aplaude seu esforço. Alias, poderiam dar uma dica para narradores e comentaristas de TV. O nome do cara se pronuncia Kirios e nao Kirgios – meu, é só ouvir o juiz de cadeira falar. O interessante é que a Austrália, que sempre foi celeiro de tenistas extremamente educados e divertidos deu de exportar tenistas idiotas. Harry Hopmann deve estar tendo surtos na cova.

Entre os brasileiros tivemos bons sucessos. Marcelo Melo virou o Tenista do Ano no Brasil por se tornar #1 do mundo em duplas. Tenho minhas reservas em eleger um duplista à frente de um singlista. Mas ser #1 do mundo nao é mole nao. Marcelo soube aproveitar as oportunidades e administrar a temporada lindamente e colocou o tênis nacional na mídia de maneira positiva – parabéns! Bellucci nao foi grandes notícias, mas teve seus momentos – na Davis no Ibirapuera foi um deles. Permanece o 1o de nosso ranking e 30 do mundo, o que nao é nadinha mal. Parabéns também para Teliana Pereira, que soube fazer o necessária para sair das sombras e ir para as luzes do circuito principal. Fecha como 54a do ranking mundial e conseguiu dar seu salto à frente aos 27 anos, idade em que a maioria das tenistas já mostrou o seu melhor. Vale lembrar Orlando Luz, que aos 17 anos se tornou um dos melhores juvenis do mundo e, suponho, encerrou sua carreira entre a garotada, apesar de só completar 18 em 2016. Agora vai buscar o caminho do sucesso naa transição para o profissional, momento que separa os garotos dos homens.

Se vocês tiverem outras categorias que queira explorar, sejam meus convidados. E aproveito para desejar boas festas a todos que com sua leitura, e comentários, fazem deste Blog um local de amor ao tênis.

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domingo, 13 de dezembro de 2015 Aberto da Austrália, Copa Davis, História, Olimpíadas, Porque o Tênis., Roland Garros, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino, US Open, Wimbledon | 22:03

O Tênis brasileiro no Jornal Nacional

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Semana agitada no tênis brasileiro, especialmente fora dos torneios. Em uma semana o Jornal Nacional apresentou duas matérias sobre o tênis no Brasil, ambas bem positivas e sem ter Gustavo Kuerten como tema.

A primeira falou sobre o sucesso de Marcelo Melo, que fechou a temporada como o primeiro da ranking mundial, um feito extremamente positivo para nosso tênis. Marcelo soube aproveitar o declínio natural dos irmaos Brian, que dominaram o circuito nos últimos anos, mas nao venceram nenhum GS na temporada, para se instalar no topo do ranking. Para isso, teve que se preparar ainda melhor do que nas outras temporadas, negociar bem com seu parceiro titular, que teve um ano bem ruim nas simples, o que deve ter lhe causado algum estresse, manter a qualidade quando longe do mesmo e aproveitar as oportunidades que soube criar. Sim, porque uma coisa é criar as oportunidades, outra é ter a confiança e o gabarito de cacifa-las na hora da onça beber água que é quando os games, os sets, as partidas, os títulos e uma temporada sao definidas. Ter esse sucesso reconhecido em rede nacional para todos o Brasil ver deve ter sido bem gratificante para o Girafa.

A segunda, isso sem minha memória nao está a falhar, foi sobre a inauguração do Centro Olímpico de Tênis no Rio de Janeiro, novamente por uma luz positiva. Especialmente quando colocaram lá o caco de que a CBT herdará o complexo, após as Olimpíadas, uma das principais reivindicações da entidade e que faz todo o sentido. Aliás, deveriam, nao só colocar nas maos da entidade, que é quem tem o know-how para tal, como também desponibilizar uma verba para fazer o Centro – que deve, entre outras coisas abrigar o principal centro de treinamento do país – funcionar em seu dia a dia. Com um complexo igual ao de poucos eventos no planeta, a CBT terá a tarefa de nao só formar tenistas, como encontrar o melhor uso para tal local de outras formas, inclusive abrigar torneios, a Fed Cup e Copa Davis. O que me deixou um tanto encanado foi ter lido hoje que a CBT está negociando para se desfazer de seu torneio da WTA – nao sei a razao para tal passo.

O curioso na entrevista do JN, veio por conta da nossa tenista #1, Teliana Pereira, lamentar que o piso duro, o do Centro Olímpico, nao é o que mais lhe convém – ela quase que só joga no saibro. Até aí ela defendia o seu estilo e suas limitações. O que me trouxe um sorriso ao rosto foi a sua afirmação que o piso duro seria positivo aos duplistas Melo e Soares, que nao escolhem piso e, quase caí para trás, à Thomas Bellucci. Que torneios do Belo a nossa melhor tenista tem acompanhado?

Nao pode deixar de ser mencionado, e aplaudido, a decisão de escolherem o nome de Maria Esther Bueno para a Quadra Central do complexo. Afinal a tenista tem vários títulos de Grand Slam a mais do que Gustavo Kuerten ou qualquer outro brasileiro. Mas a minha cabecinha ficou pensando: porque nao fizeram como os americanos, que deram o nome de Billie Jean King ao complexo onde é jogado o Aberto dos EUA e à Quadra Central o de Arthur Ashe? Por aqui poderiam entao dar à Central o nome de Gustavo Kuerten, também um grande ídolo nacional. Ou será que pensam em fazer o inverso dos americanos em algum momento futuro? Vale lembrar que na Austrália nao deram o nome de um tenista ao complexo, e sim às duas quadras principais – Rod Laver e Margareth Court – em Roland Garros deram o nome de um aviador ao complexo e o de um cartola à Quadra Central e em Wimbledon eles nem pensam em uma ou outra idéia – e sendo como sao, dariam a Fred Perry antes de dar a Murray.

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